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Análise da cobertura jornalística online brasileira: o atirador de Binghamton

Publicado por: Aline Matte em: Abril 12, 2009

No dia 3 de abril de 2009, o vietnamita Jiverly Wong matou 13 pessoas num ataque ao American Civic Association, onde funciona um serviço de atendimento a imigrantes em Binghamton, no estado americano de Nova York.

Alguns sites como o G1, a Folha Online, o Terra e o Último Segundo divulgaram a notícia da morte, entre as vítimas de Wong, do professor brasileiro Almir Olimpio Alves, de 43 anos, no dia 5 de abril.

Falando na cobertura jornalística do fato pelos sites de notícias, a primeira coisa que chamou a atenção foi a divergência de informações entre eles. Podemos perceber que o nome e a idade do vietmanita nos sites G1, Terra e Último Segundo está “Jiverly Wong, de 41 anos”. Já no site da Folha Online aparece “Jiverly Voong, 42″.

Da mesma forma, a idade da vítima brasileira de Wong, o professor Almir Olimpio Alves diverge. Os sites G1 e Folha Online dizem que o brasileiro tem 43 nos. Nos sites Terra e Último Segundo a informação é de 42 anos.

Quando pensamos nas características do jornalismo online (de design, dos leitores “scanners”, da maior concisão, dos links e dos recursos multimídia) e analisamos como é procedido, na apresentação das notícias tomando como exemplo a cobertura dos sites no caso acima, percebemos que não são todos os sites que utilizam os recursos citados.

O uso de negrito nas notícias para sinalizar as palavras-chave (fatores importantes) e localizar o leitor são pouco (ou nada) utilizados nos sites que cobriram a morte do brasileiro. O que está em negrito nos sites são o nome dos jornais e certamente não servem para cumprir a real função de auxiliar o “leitor scanner”.

Em relação ao cuidado com o uso de blocos de texto grandes, os respiros, os parágrafos pequenos com coluna de texto pequena, alinhado a esquerda, ou seja, o design das páginas nas notícias, são respeitados, com exceção do site Folha Online que usou blocos grandes de texto em parágrafos igualmente grandes para notícias online.

Um fator bem utilizado, principalmente pelo site do G1, foram os recursos multimídia. O G1 está bem completo nesse item, pois reune fotos, vídeo e infográficos que, além de complementar o texto, servem como material interativo, dos quais o leitor pode ou não ver. Folha Online, Terra e Último Segundo deram mais atenção às fotos. Detalhe: a mesma foto do professor brasileiro em todos os sites analisados.

O mesmo serve para links, que foram pouco usados no texto pelos sites observados. No entanto, de outra forma, os editores colocam no final da notícia outras páginas com informações complementares ao fato citado.

Todos os sites usam a pirâmide invertida na forma do texto jornalístico e derão mais ênfase à morte do professor brasileiro. Em alguns casos só vão cituar o acontecido nos Estados Unidos no final do texto.

Me chamou atenção o texto da Folha Online primeiro por ser bem extenso, o que não caracteriza jornalismo online, e depois porque é o único que não utiliza a interatividade com o leitor, proposta nos outros sites em forma de comentários, recursos multimídia e links.

Será que a notícia da Folha Online é a mesma do jornal Folha de S. Paulo? Afinal de contas, de todos os sites analisados, o Folha Online é o único portal de um jornal impresso e o portal que menos apresentou as características do jornalismo online.

Ver também: De link em Link

Atenção!

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