Publicado por: Aline Matte em: Março 20, 2009
Emocionante. Essa é a palavra que melhor define o novo filme de David Fincher (Clube da Luta). Com um elenco formado por Brad Pitt (Sete Anos no Tibet), Cate Blanchet (Babel) e Julia Ormond (Império dos Sonhos), O Curioso Caso de Benjamin Button não desapontou nas expectativas.
O longa de Fincher conta a história de Benjamin (Brad Pitt), um homem que nasce com a aparência de 80 anos no corpo de um bebê, cheio de rugas, problemas de locomoção e quase cego. Aos poucos ele vai crescendo fisicamente e decrescendo na idade. Quando “criança”, ele se apaixona por Daisy, vivida mais tarde pela bela Cate Blanchet. Brad e Cate já fizeram par no filme Babel, do diretor Alejandro González-Iñárritu, mas nesse caso ficarão juntos somente quando chegarem a ter a mesma idade. No fim das contas e percorrendo o caminho da vida de forma contrária, Benjamin volta a ser criança.
Não pense que contei toda a história do filme. O curioso caso de Benjamin Button é muito mais que o simples rejuvenescer. É a história de uma vida de trás pra frente, na qual até mesmo o amor, sentimento mais nobre, é marcado por surpresas e revelações no decorrer da trama. Se você acredita que devíamos nascer aos 80 e morrer na juventude, vai mudar (ou pelo menos repensar) essa idéia.
Algumas coisas não ficaram bem claras no filme, como o fato de Benjamin simplesmente diminuir de tamanho, chegando a ter novamente o tamanho de um bebê. Mas não podemos chamar de falhas diante do brilhantismo de David Fincher, já que, se esse toque mágico se perdesse, talvez o filme não terminasse emocionando tanto os espectadores, como de fato terminou. Além disso, é impressionante a forma com que Fincher conseguiu quebrar a seriedade do drama com sutis pitadas de humor, próprias da inocência de uma criança madura que foi Benjamin Button. Com certeza mereceu os cinco prêmios que ganhou no Oscar (melhores efeitos especiais, melhor direção de arte e melhor maquiagem) e quiça outros mais (isso se David Fincher fosse mais simpático ao prêmio – veja na entrevista à Folha de São Paulo). Enfim, vale a pena.
Março 29, 2009 às 10:38 am
Legal você treinar resenhas, Aline. Mas lembre-se de ser mais específica: que pontos, por exemplo, você acha que não ficaram claros no filme?
Sendo o texto online, abra espaço para links (para o site do filme, para a programação do cinema em Chapecó). Lembre-se que é um texto online, em que a participação do leitor também pode ser estimulada (eu, por exemplo, sou um leitor e estou comentando aqui).