Publicado por: Aline Matte em: Maio 2, 2009
O documentário de Marcelo Masagão, feito em 1998, é composto pelas cenas mais chocantes, emocionantes e reveladoras na história do século XX. Atenção para a trilha sonora de Win Mertens, é perfeitamente condizente com o filme.
Baixe o documentário aqui!
Veja também:
- 1,99 – Um Supermercado Que Vende Palavras, do mesmo diretor;
- Mais sobre Marcelo Masagão.
Publicado por: Aline Matte em: Abril 13, 2009

Xico Stockinger ao lado da obra "Carlos Drummond de Andrade lê para Mario Quintana"
Morreu o escultor Xico Stockinger, 89 anos. O artista faleceu enquanto dormia na noite de ontem, na capital gaúcha. A causa da morte ainda não foi informada.
Familiares e amigos de Xico dão o último adeus ao artista no Museu de Artes do Rio Grande do Sul (Margs), onde está sendo velado nesta manhã. O corpo será cremado.
Nascido em Traun, na Áustria, em 1919, Francisco Alexandre Stockinger criou-se em São Paulo e iniciou-se na escultura no Rio de Janeiro, onde conviveu com artistas renomados da arte moderna brasileira, como Di Cavalcanti.
Xico mudou-se para Porto Alegre nos anos 1950. Foi um dos fundadores do Atelier Livre da prefeitura e um dos primeiros diretores do Margs. Ele já foi aviador, meteorologista e diagramador, além de produzir obras importantes em xilogravura e reconhecimento nacional pelas esculturas em ferro, bronze, pedra e madeira espalhadas pelo Brasil.
Um dos conjuntos escultóricos mais famosos de Porto Alegre, instalado na Praça da Alfândega é dele: em pé, Carlos Drummond de Andrade lê para Mario Quintana, sentado em um banco (foto).
Alguém aí já conhecia a obra de Xico Stockinger? Colabore com a notícia! Deixe um comentário.
Confira um pouco mais sobre a vida de Xico:
Fonte da Foto: Site do DC
Fonte do Texto: Site do DC
Veja também: Homenagem do Zero Hora
Publicado por: Aline Matte em: Abril 12, 2009
No dia 3 de abril de 2009, o vietnamita Jiverly Wong matou 13 pessoas num ataque ao American Civic Association, onde funciona um serviço de atendimento a imigrantes em Binghamton, no estado americano de Nova York.
Alguns sites como o G1, a Folha Online, o Terra e o Último Segundo divulgaram a notícia da morte, entre as vítimas de Wong, do professor brasileiro Almir Olimpio Alves, de 43 anos, no dia 5 de abril.
Falando na cobertura jornalística do fato pelos sites de notícias, a primeira coisa que chamou a atenção foi a divergência de informações entre eles. Podemos perceber que o nome e a idade do vietmanita nos sites G1, Terra e Último Segundo está “Jiverly Wong, de 41 anos”. Já no site da Folha Online aparece “Jiverly Voong, 42″.
Da mesma forma, a idade da vítima brasileira de Wong, o professor Almir Olimpio Alves diverge. Os sites G1 e Folha Online dizem que o brasileiro tem 43 nos. Nos sites Terra e Último Segundo a informação é de 42 anos.
Quando pensamos nas características do jornalismo online (de design, dos leitores “scanners”, da maior concisão, dos links e dos recursos multimídia) e analisamos como é procedido, na apresentação das notícias tomando como exemplo a cobertura dos sites no caso acima, percebemos que não são todos os sites que utilizam os recursos citados.
O uso de negrito nas notícias para sinalizar as palavras-chave (fatores importantes) e localizar o leitor são pouco (ou nada) utilizados nos sites que cobriram a morte do brasileiro. O que está em negrito nos sites são o nome dos jornais e certamente não servem para cumprir a real função de auxiliar o “leitor scanner”.
Em relação ao cuidado com o uso de blocos de texto grandes, os respiros, os parágrafos pequenos com coluna de texto pequena, alinhado a esquerda, ou seja, o design das páginas nas notícias, são respeitados, com exceção do site Folha Online que usou blocos grandes de texto em parágrafos igualmente grandes para notícias online.
Um fator bem utilizado, principalmente pelo site do G1, foram os recursos multimídia. O G1 está bem completo nesse item, pois reune fotos, vídeo e infográficos que, além de complementar o texto, servem como material interativo, dos quais o leitor pode ou não ver. Folha Online, Terra e Último Segundo deram mais atenção às fotos. Detalhe: a mesma foto do professor brasileiro em todos os sites analisados.
O mesmo serve para links, que foram pouco usados no texto pelos sites observados. No entanto, de outra forma, os editores colocam no final da notícia outras páginas com informações complementares ao fato citado.
Todos os sites usam a pirâmide invertida na forma do texto jornalístico e derão mais ênfase à morte do professor brasileiro. Em alguns casos só vão cituar o acontecido nos Estados Unidos no final do texto.
Me chamou atenção o texto da Folha Online primeiro por ser bem extenso, o que não caracteriza jornalismo online, e depois porque é o único que não utiliza a interatividade com o leitor, proposta nos outros sites em forma de comentários, recursos multimídia e links.
Será que a notícia da Folha Online é a mesma do jornal Folha de S. Paulo? Afinal de contas, de todos os sites analisados, o Folha Online é o único portal de um jornal impresso e o portal que menos apresentou as características do jornalismo online.
Ver também: De link em Link
Publicado por: Aline Matte em: Abril 4, 2009

Banda Ratos de Porão, 1986
A banda punk Ratos de Porão virou documentário. A partir de maio, o filme Guidable – A Verdadeira História do Ratos de Porão será exibido em mostras e festivais de cinema e depois será lançado em DVD, com um farto material de extras, segundo o diretor Fernando Rick, 25.
Guidable começou a ser produzido em 2006. Foi finalizado no final do ano passado. Entre as imagens colhidas por Rick, estão as de show no Hangar 110, em São Paulo, em 2007, visto por ex-integrantes do Ratos, como Spaghetti e Jabá.
A banda completa 28 anos de uma trajetória que agora ganha um necessário registro em filme. Condensado em 121 minutos entrevistas, o documentário conta a história da banda através de entrevistas com os integrantes, depoimentos de todos que já passaram pelo Ratos de Porão, além de testemunhos de Andreas Kisser (Sepultura), Iggor Cavalera (ex-Sepultura) e Redson (Cólera), e imagens da banda.
Ratos de Porão não foge de assuntos espinhosos, como as discussões entre os integrantes e o envolvimento com drogas – Jabá fala de sua expulsão do Ratos, por estar viciado em crack.
Guidable é indispensável para conhecer parte importante do rock brasileiro e de uma banda que produziu clássicos como Brasil (1989) .
Veja também o documentário: Botinada – A origem do Punk no Brasil
Visto em: Folha Online
Fonte da foto: Rui Mendes
Publicado por: Aline Matte em: Abril 2, 2009
Sábado (28), monumentos e pontos turísticos de 2.140 cidades espalhadas por 82 países ficaram no escuro das 20h30min às 21h30min. A iniciativa foi do movimento Hora do Planeta, que procura conscientizar a população sobre o aquecimento global.
Em Santa Catarina, a Ponte Hercílio Luz, na capital, ficou às escuras. Além de Florianópolis, outras 6 cidades catarinenses aderiram ao movimento: Balneário Camboriú, Itajaí, Blumenau, Joinville, Corupá e
Pinhalzinho.
No país, a lista do apagão teve símbolos como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e o Congresso Nacional, em Brasília. No mundo, alguns dos destaques foram a Torre Eiffel (França), o Big Ben (Inglaterra) e a Ópera de Sydney (Austrália).
O evento está na sua 2ª edição mundialmente e não foi feito somente de ícones globais apagados, mas também de gente comum que aceitou a proposta de desligar o interruptor durante uma hora.
A jornalista Jésica Maia, 23 anos, participou da proposta e conseguiu adesão de cinco amigos. Outro participante foi o assistente de marketing Enio Monteiro de Lima, 26, ambos de Florianópolis.
Enio salientou que o movimento faz as pessoas pensarem como atitudes do cotidiano afetam o meio ambiente. Segundo Jéssica, cada um precisa fazer a sua parte. Ela acredita que o movimento vai servir para pressionar os governantes a tomarem medidas contra o aquecimento global.
Publicado por: Aline Matte em: Março 29, 2009
“Parte da dificuldade enfrentada hoje em dia pelos jornalistas tradicionais é que nós não somos muito bons em caminhar para frente, se não sabemos para onde estamos indo. O problema é que ninguém sabe o quanto a comunicação online vai mudar o que nós fazemos ou que oportunidades este novo modelo nos apresenta. A única forma que temos de tirar vantagem é estarmos conectados às tecnologias e participarmos ativamente na mudança de cenário” (BRIGGS, pg. 37).
O jornalismo na internet, por vezes criticado por perder características como a investigação e assumir outras como a instantaneidade (não que já não o deva ser no rádio, por exemplo) e “pobreza” de textos, vem abraçado cada vez mais adeptos. Poucos de nós leitores (me incluo nesses leitores) e usuários de internet assinam jornal ou mesmo revistas para saber quais são as notícias do dia, se podemos com apenas um clic do mouse visualizar um site atualizado e, através desse, manter-se informado sobre qualquer assunto de nosso interesse.
Nesse sentido, a web 2.0 aparece como facilitador de processos como a procura da notícia e até mesmo para incrementar conteúdos através da interatividade entre os usuários, estabelecendo cada vez mais nichos de mercado. Aí que entra o jornalismo online como fator positivo para o usuário e para o jornalista também. Assim como podemos deixar a matéria mais elaborada, através de links e multimídias da era digital, podemos também contar com a participação do público para melhorar e mesmo pautar o jornalismo.
“Os editores da Web estão criando plataformas ao invés de conteúdo. Os usuários estão criando conteúdo.” Isso é o que Briggs diz a respeito da relação entre usuário e jornalista (trato aqui especificamente o jornalista, mas não excluo o fato de que qualquer pessoa possa publicar e participar desta troca). Quando o leitor clica num link e vai para outra página com explicações diferenciadas e/ou mais aprofundadas sobre o assunto está criando conteúdo por meio das “pontes” criadas pelo jornalista (ou quem publicou a notícia). Noutro viés, o leitor também pode criticar, apresentar sua opinião e complementar o assunto.
Para o jornalista, os mecanismos de busca e de arquivamento de conteúdo pode ser um grande aliado na hora da pesquisa. Sites como o Google (que tem melhorado constantemente seu sistema da buscas), o You Tube que armazena toda forma de conteúdo e conta somente com a colaboração dos usuários são alguns exemplos.
Mas pergunto: será que estes sites que vemos por aí (portais de notícias como do Diário Catarinense ) cumprem as características do jornalismo online? Ou se limitam a reportar as notícias que sairão nos jornais no dia seguinte? Eles usam hipertextualidade e interagem bem com os seus leitores? Bem, devemos concordar que a imprensa, por falta de compreensão ou mesmo por falta de informação sobre a notícia na web deixam a desejar aos seus leitores, nesse quesito. Aí, chegamos no ponto inicial. Será que a crítica ao imediatismo das notícias na imprensa online não faz algum sentido?
Publicado por: Aline Matte em: Março 20, 2009
Emocionante. Essa é a palavra que melhor define o novo filme de David Fincher (Clube da Luta). Com um elenco formado por Brad Pitt (Sete Anos no Tibet), Cate Blanchet (Babel) e Julia Ormond (Império dos Sonhos), O Curioso Caso de Benjamin Button não desapontou nas expectativas.
O longa de Fincher conta a história de Benjamin (Brad Pitt), um homem que nasce com a aparência de 80 anos no corpo de um bebê, cheio de rugas, problemas de locomoção e quase cego. Aos poucos ele vai crescendo fisicamente e decrescendo na idade. Quando “criança”, ele se apaixona por Daisy, vivida mais tarde pela bela Cate Blanchet. Brad e Cate já fizeram par no filme Babel, do diretor Alejandro González-Iñárritu, mas nesse caso ficarão juntos somente quando chegarem a ter a mesma idade. No fim das contas e percorrendo o caminho da vida de forma contrária, Benjamin volta a ser criança.
Não pense que contei toda a história do filme. O curioso caso de Benjamin Button é muito mais que o simples rejuvenescer. É a história de uma vida de trás pra frente, na qual até mesmo o amor, sentimento mais nobre, é marcado por surpresas e revelações no decorrer da trama. Se você acredita que devíamos nascer aos 80 e morrer na juventude, vai mudar (ou pelo menos repensar) essa idéia.
Algumas coisas não ficaram bem claras no filme, como o fato de Benjamin simplesmente diminuir de tamanho, chegando a ter novamente o tamanho de um bebê. Mas não podemos chamar de falhas diante do brilhantismo de David Fincher, já que, se esse toque mágico se perdesse, talvez o filme não terminasse emocionando tanto os espectadores, como de fato terminou. Além disso, é impressionante a forma com que Fincher conseguiu quebrar a seriedade do drama com sutis pitadas de humor, próprias da inocência de uma criança madura que foi Benjamin Button. Com certeza mereceu os cinco prêmios que ganhou no Oscar (melhores efeitos especiais, melhor direção de arte e melhor maquiagem) e quiça outros mais (isso se David Fincher fosse mais simpático ao prêmio – veja na entrevista à Folha de São Paulo). Enfim, vale a pena.
Publicado por: Aline Matte em: Março 11, 2009

Por Marcelo Masili
Alguém assistiu a TV Brasil ontem à noite? Pois é, enquanto a Globo e a Sportv bajulavam o Ronaldo Fenômeno Gorducho, o Roda Viva (programa de entrevistas da TV Brasil), trouxe o ilustre técnico da nossa seleção de futebol, o Dunga. Conversa vai, conversa vem, e o Ronaldo apareceu como tema de debate com o nosso técnico. Dunga diz que não importa o que falem do Ronaldo fora de campo, o que vale mesmo são os resultados dentro das quatro linhas. Eis que Heródoto Barbeiro, o apresentador do programa, pergunta à Dunga o que os 31 minutos em que o Fenômeno (?) jogou revelaram. Dunga, muito diplomático, diz que revelaram como o jogador tem vontade e paixão pelo futebol. Se ele está gordo (grande Heródoto!), Dunga acredita que, se o preparador físico liberou, Ronaldo deve estar em boas condições físicas. Aham… Bom, Mano Menezes já fala até em 45 minutos em campo (no Globo.com)…
Publicado por: Aline Matte em: Março 9, 2009
O conceito de internet foi criado durante a Guerra Fria, nos Estados Unidos da América, a fim de proteger as informações e garantir a comunicação entre as bases militares americanas. Assim sendo, foi criado uma rede de informações, a Arpanet, criada pela Advanced Research Projects Agency (ARPA). Antes mesmo da Apanet , os Estados Unidos já usavam uma rede de informações, com um computador central no Pentágono. Entretanto, era necessário garantir que os dados confidenciais do Pentágono não fossem perdidos em caso de ataques soviéticos.
No início da década de 1970, com a aparente pacividade entre Estados Unidos e União Soviética, a Apanet foi liberada para uso em algumas universidades estadunidenses. Como o número de acessos e usuários cresceu muito comparado ao que a rede suportava – em 1975 já estavam registrados 100 sites -, foi preciso dividir a rede em duas , criando então, a Milnet. Tudo funcionava como um correio: as informações eram transmitidas para outro usuário e o receptor deveria confirmar o recebimento. Se a informação fosse perdida durante o processo, o emissor deveria enviar novamente.
“Uma criação cultural”, é isso que diz o sociólogo espanhol Manuel Castells diz a respeito da Internet. Fato melhor entendido no começo da década de 1990, quando o cientista Tim Berners-Lee criou a World Wide Web, possibilitando a utilização de sites mais criativos, através do hipertexto. Neste contexto surgiram os navegadores. O responsável por tornar a internet popular fora do meio acadêmico foi o X Windows Mosaic 1.0, criado em 1994.
No Brasil, a internet foi usada para conecção com os Estados Unidos a partir de 1988. No ano seguinte, o governo brasileiro cria a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa para trabalhar na difusão da internet através de um rede acadêmica. Comercialmente, a internet entrou em funcionamento no Brasil apenas em 1995 e somente 2 anos depois, com o aumento da demanda, é que a rede mundial de computadores sentiu a necessidade de maior investimento tecnológico. Hoje, cerca de 24,46 milhões de pessoas possuem internet em casa no Brasil, segundo o Ibope/NetRatings.
Fontes: Wikipédia; Kplus; Brasil Escola; Sua pesquisa.
Publicado por: Aline Matte em: Março 8, 2009
“Nunca houve uma época tão boa para ser jornalista. Isto pode soar estranho, se levarmos em conta o número de jornalistas que perderam seus empregos desde o ano 2.000 (três mil demissões¹). Mas também nunca houve antes uma época que oferecesse tantas formas de se contar estórias e levar informação aos leitores. Se você gosta do jornalismo, vai gostar ainda mais de poder dispor de mais ferramentas para fazer seu trabalho, de mais interação com seu público e do iminente desaparecimento das tradicionais limitações de tempo e espaço. “(BRIGGS, Mark. Jornalismo 2.0: como sobreviver e prosperar. pg 10)
É isso! Liberdade para publicar de forma autônoma, não só livre dos interesses comerciais, como também dos interesses políticos. A internet, com certeza, é um espaço de diversidade para o jornalismo. Hoje, podemos ter um blog com notícias escritas, com fotos, com links para outras informações e sites complementares, com áudio, vídeo – quem sabe uma matéria inteira no You Tube – e o principal, interação com o público. Afinal de contas, trabalhar com jornalismo na internet não é apenas ter o domínio das técnicas necessárias para publicação. É preciso, além disso, conhecer o “fazer jornalismo” e fazê-lo com responsabilidade. Trabalhar na internet exige muito de um profissional jornalista. Ser bom somente com a escrita não lhe garante nada, agora ele deve ser bom também com uma câmera no ombro ou um mp3 na mão. Esse é o espírito – e o desafio – do jornalismo online. Preparados? Com certeza! Grandes expectativas!
1 Número de jornalistas norte-americanos que perderam emprego em sete anos, como conseqüência do enxugamento das redações. (Nota do Tradutor)